História - NES
1982, o começo de tudo - uma empresa chamada Nintendo, que fabricava o console Odyssey e cartuchos para Atari 2600, resolveria então criar um videogame, através de Masayuki Uemura e Hiroshi Yamauchi. O projeto começara no papel. Esses dois gênios do mundo dos games queriam simplesmente criar um console que revolucionasse o mundo dos videogames. Não só queriam como conseguiram. Masayuki e Hiroshi gastaram muito tempo para criar o NES, juntamente com inúmeros engenheiros da Nintendo. Para você ter uma ideia, a princípio Hiroshi e Uemura queriam fazer uma máquina com uma CPU de 16 bits, mas chegaram a conclusão que isso sairia muito caro tanto para eles quanto para os consumidores, resultando então em uma CPU de 8 bits, o suficiente para empolgar e alegrar milhões de pessoas. Se criava, então, uma CPU chamada 6502, customizada de Motorola, com 8 bits de processamento, boa e barata, que era utilizada na época por arcades e os computadores norte-americanos Apple. Essa CPU não podia fazer todo o trabalho gráfico sozinha.
Foi criada então a PPU (Picture Processing Unit), sendo mais explícito, a Unidade de Processamento Gráfico, isto é, o hardware que auxiliava a CPU 6502 no seu processamento gráfico. A resolução gráfica era de 250x240 pixels. Nascia o Family Computer, ou Nintendo Entertainment System (Nintendinho no Brasil).
O Famicom chegou ao mercado japonês em julho de 1983, e o NES em agosto de 1985 nos EUA. Existiam no mundo dois padrões de Nintendo, o americano e o Japonês (Famicom). Na prática, a diferença básica entre eles era o encaixe dos cartuchos de jogo. O sistema americano utilizava cartuchos com conectores de 72 pinos, enquanto que no sistema japonês utilizava 60 pinos, mas era possível a utilização de jogos dos dois sistemas em qualquer console, através do uso de adaptadores.
Um cartucho de NES tem capacidade de armazenamento de 4 Megabits (512 Kilobytes); porém chips inclusos nos cartuchos podiam até aumentar o tamanho do jogo.
O Nintendo Entertainment System (NES), é um dos melhores, senão o melhor, sistema de videogame da história, com uma lista de mais de 700 jogos, onde muitos se tornaram clássicos e tiveram versões para sistemas mais sofisticados. É, sem dúvida, um sistema que nunca será esquecido.
Foram vendidos aproximadamente 62 milhões de aparelhos ao redor do mundo e 30 milhões só em países asiáticos, onde é conhecido por Famicom (Family Computer).
Foram cerca 500 milhões de cartuchos vendidos no mundo. Ano de 1984 - O Famicom é apresentado oficialmente aos americanos na Consumer Eletronics Show 84, com 25 jogos oficialmente anunciados e cercado de acessórios. O público torceu o nariz. Na CES seguinte, o aparelho reapareceu completamente redesenhado, simplificado (sem aquela parafernália toda), com pinta de equipamento de informática e já com o nome de Nintendo Entertainment System.
A aceitação foi melhor - se já foi boa em 1984, e agora em 1985?! Para colocá-lo no mercado americano, a Big N decidiu lançá-lo primeiro em Nova York, como um mercado piloto. A empresa desenvolveu um paciente trabalho com as lojas, batendo de porta em porta, até convencer que o NES seria um sucesso. Tumulto nas portas das lojas em dias de lançamento. Milhões de dólares faturados num só dia, com cerca de 150 mil consoles vendidos.
No auge da geração 8 bits, a Big N especializou-se em quebrar recordes. No Japão, o maior fenômeno foi Dragon Quest (Dragon Warrior nos EUA). A cada nova aventura da série, aumentava o número de game maníacos que pulavam da cama de madrugada e iam alongar as filas logo de manhã nas portas das lojas. O primeiro jogo da série Dragon Quest vendeu 1.4 milhões de cartuchos. O segundo, 2.3mi. O terceiro, 3.4mi.
O quarto 1.3mi apenas na primeira hora de funcionamento das lojas, totalizando cerca de 3.5mi de cópias só no Japão. Nos EUA, The Legend of Zelda foi o primeiro game a quebrar a barreira de um milhão de unidades vendidas, que aconteceu em 1987. No ano seguinte, um novo recorde: mais dois milhões, do mesmo Zelda, totalizando mais de 3 milhões de cópias vendidas, igualando a marca de Mike Tyson's Punch Out!!. No total, foram 6.5mi de cópias vendidas de The Legend of Zelda. Mas o título de grande campeão do NES - e também de toda a história dos videogames - ficou para Super Mario Bros. 3 - simplesmente 18 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Inacreditável. Podemos considerar o NES como o console mais bem sucedido da história, estando presente em cerca de 30% dos lares americanos e 40% dos lares japoneses. Ele está, ou estava presente em uma entre três casas americanas. Já eram milhões os que eram viciados no NES, curtindo uns e outros títulos da incrível biblioteca de games que totalizam mais de 700 jogos. Só vendo para crer o que o NES proporcionou ao mundo dos videogames.
Os concorrentes Master System (Sega) e Atari 7800 (Atari), eram mais avançados do que o NES na parte gráfica e sonora. A estratégia utilizada pela Nintendo para derrotar seus concorrentes utilizava então de campanhas publicitárias de impacto, para aumentar o desejo dos consumidores pelo seu console; variedade e qualidade dos jogos, graças ao excelente relacionamento com softhouses consagradas como Konami, Capcom, Acclaim, Square e tantas outras. A Sega que por sua vez quis ofuscar o brilho do NES com o Master System, não obteve êxito.
Alguns anos depois foi buscar a liderança com um novo console, o Sega Genesis (1990), mais conhecido como Mega Drive, equipado com um processador de 16-bit. Até 1990, o NES dominava 90% do mercado de videogames. Os outros 10% tinham sua maioria na Europa.
Contraditoriamente do que se pensa, o NES ficou muito atrás do Sega Master System no velho continente. Apesar do badalado Sega Genesis, o NES continuava vendendo claramente bem, com os novos jogos que chegavam no início da década de 90, porém ficando bem atrás do Genesis.